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    Extintores de Incêndio: Dicas Importantes 

    agosto 31, 2026

    Os extintores de incêndio estão entre os equipamentos de segurança mais importantes em empresas, condomínios, comércios, indústrias e diversos outros ambientes. Apesar de serem facilmente reconhecidos, muita gente não sabe que existem diferentes tipos de extintores e que utilizar o modelo errado pode ser extremamente perigoso.

    Um incêndio em uma lixeira com papel não deve ser combatido necessariamente da mesma maneira que um incêndio envolvendo uma instalação elétrica. Também existem situações envolvendo líquidos inflamáveis, metais combustíveis e óleos utilizados em cozinhas.

    Por esse motivo, conhecer as classes de incêndio e os tipos de extintores é fundamental.

    Outro ponto importante envolve a conservação. Não adianta instalar diversos equipamentos em um estabelecimento e simplesmente esquecê-los. O extintor precisa estar acessível, corretamente sinalizado e em condições adequadas de funcionamento.

    A própria NR-23 – Proteção Contra Incêndios, do Ministério do Trabalho e Emprego, determina que as organizações adotem medidas de prevenção contra incêndios de acordo com a legislação estadual e, quando aplicável, com normas técnicas.

    Veja a seguir as principais dicas sobre extintores de incêndio, quais são os tipos disponíveis, como escolher, quando utilizar e quais cuidados ajudam a manter o equipamento funcionando corretamente.

    Para que serve um extintor de incêndio?

    O extintor é um equipamento desenvolvido principalmente para combater um princípio de incêndio, ou seja, quando o fogo ainda está em sua fase inicial e pode ser controlado com segurança.

    Dentro do cilindro existe um agente extintor. Dependendo do modelo, esse agente pode ser água, dióxido de carbono (CO₂), pó químico ou outra substância desenvolvida para combater determinada classe de fogo.

    Extintores de Incêndio

    É justamente aqui que aparece um dos erros mais comuns.

    Nem todo extintor serve para qualquer incêndio.

    Utilizar água em determinados equipamentos elétricos energizados, por exemplo, pode criar um risco adicional de choque elétrico e curto-circuito. A Prefeitura de São Paulo alerta em sua cartilha de prevenção e combate a incêndios que água e espuma não devem ser utilizadas em equipamentos elétricos enquanto estiverem energizados.

    Antes de utilizar qualquer extintor, portanto, é necessário conhecer tanto o equipamento disponível quanto o material que está queimando.

    Quais são as classes de incêndio?

    Para facilitar a escolha do agente extintor correto, os incêndios são classificados conforme o tipo de material combustível envolvido.

    Uma orientação publicada pelo Governo de Goiás apresenta cinco classes: A, B, C, D e K.

    Classe A – materiais sólidos

    A classe A envolve materiais sólidos que normalmente deixam resíduos depois da queima.

    Alguns exemplos são:

    • madeira;
    • papel;
    • papelão;
    • tecido;
    • determinados tipos de plástico;
    • borracha.

    Nessas situações, o resfriamento do material costuma ser uma das principais formas de interromper a combustão.

    A água pressurizada é tradicionalmente indicada para incêndios classe A.

    Classe B – líquidos inflamáveis

    Os incêndios classe B estão relacionados principalmente a líquidos inflamáveis e materiais semelhantes.

    Entre os exemplos estão:

    • gasolina;
    • álcool;
    • solventes;
    • tintas inflamáveis;
    • óleo;
    • determinados combustíveis.

    Nesse tipo de situação, simplesmente jogar água sobre o fogo pode não resolver o problema e, dependendo do líquido envolvido, pode espalhar o combustível em chamas.

    Extintores de pó químico, CO₂ e determinados tipos de espuma podem ser utilizados conforme a situação e a classificação indicada no próprio equipamento.

    Classe C – equipamentos elétricos energizados

    A classe C merece atenção especial porque envolve eletricidade.

    Ela inclui incêndios em equipamentos que continuam energizados, como:

    • computadores;
    • painéis elétricos;
    • motores;
    • máquinas;
    • televisores;
    • equipamentos eletrônicos;
    • instalações elétricas.

    Extintores de CO₂ e determinados extintores de pó químico são opções encontradas para essa classe.

    A água não deve ser utilizada diretamente em equipamentos elétricos energizados.

    Classe D – metais combustíveis

    Os incêndios classe D são menos comuns em ambientes residenciais, mas podem aparecer principalmente em atividades industriais.

    Envolvem determinados metais combustíveis, como magnésio, sódio, potássio e outros materiais que exigem agentes específicos.

    Não se deve improvisar o combate a esse tipo de incêndio. O agente precisa ser compatível com o metal envolvido.

    Classe K – óleos e gorduras de cozinha

    A classe K está associada principalmente a incêndios envolvendo óleos e gorduras animais ou vegetais usados em cozinhas.

    Por esse motivo, essa classificação merece atenção especial em ambientes profissionais onde existem fritadeiras e grandes quantidades de óleo aquecido.

    Um erro extremamente perigoso é jogar água sobre óleo ou gordura em chamas.

    O contato pode provocar uma reação violenta, espalhando o material quente e o fogo pelo ambiente.

    Principais tipos de extintores de incêndio

    Conhecer as classes facilita bastante a compreensão dos diferentes tipos de extintores.

    O Inmetro informa que sua regulamentação abrange extintores portáteis e sobre rodas com diferentes cargas, incluindo água pressurizada, líquido gerador de espuma, dióxido de carbono e pós para classes BC e ABC.

    Extintor de água pressurizada

    O extintor de água é uma das opções tradicionais para incêndios da classe A.

    A água atua principalmente diminuindo a temperatura do material em combustão.

    Pode ser utilizado em materiais sólidos compatíveis, como papel e madeira.

    O grande cuidado está na eletricidade.

    Esse equipamento não deve ser usado diretamente em aparelhos ou instalações elétricas enquanto estiverem energizados.

    Extintor de pó químico seco

    O extintor de pó químico seco, frequentemente chamado de PQS, é bastante encontrado em empresas, condomínios e estabelecimentos comerciais.

    Existem diferentes formulações.

    Um extintor BC pode atender incêndios envolvendo líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos energizados. Já os modelos ABC ampliam a aplicação para materiais sólidos combustíveis compatíveis.

    O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina explica que extintores ABC geralmente utilizam pó químico à base de monofosfato de amônio.

    Uma vantagem é justamente sua versatilidade.

    Por outro lado, o pó deixa resíduos e pode afetar equipamentos eletrônicos sensíveis.

    Extintor de CO₂

    O extintor de CO₂ utiliza dióxido de carbono como agente extintor.

    É bastante conhecido por sua aplicação em equipamentos elétricos energizados porque não utiliza água e não deixa o mesmo tipo de resíduo encontrado nos extintores de pó químico.

    Pode ser interessante em locais com:

    • computadores;
    • equipamentos eletrônicos;
    • painéis elétricos;
    • determinados laboratórios;
    • servidores;
    • máquinas elétricas.

    Também existem cuidados específicos durante a utilização. O CO₂ é liberado em temperatura muito baixa e o usuário deve seguir as instruções do equipamento para evitar lesões pelo frio.

    Extintor de espuma

    A espuma pode ser utilizada em determinadas situações envolvendo incêndios das classes A e B.

    Ela pode atuar principalmente por abafamento e resfriamento.

    Assim como acontece com a água, não deve ser aplicada diretamente em equipamentos elétricos enquanto estiverem energizados.

    Como escolher o extintor de incêndio correto?

    Não existe uma resposta universal.

    A escolha depende dos riscos presentes no ambiente.

    Uma residência possui características diferentes de uma oficina. Um restaurante apresenta riscos diferentes de um escritório. Uma indústria que manipula produtos inflamáveis pode precisar de uma estrutura completamente diferente daquela utilizada em uma pequena loja.

    É necessário considerar fatores como:

    • materiais presentes no ambiente;
    • presença de líquidos inflamáveis;
    • equipamentos elétricos;
    • tamanho da área;
    • atividade realizada;
    • quantidade necessária de equipamentos;
    • localização dos extintores;
    • legislação do Corpo de Bombeiros do estado;
    • normas técnicas aplicáveis.

    Para estabelecimentos comerciais, industriais, condomínios e locais de trabalho, a definição não deve ser feita apenas comprando alguns extintores e distribuindo-os pelo imóvel.

    A NR-23 estabelece que as organizações precisam adotar medidas de prevenção de incêndios conforme a legislação estadual e normas técnicas aplicáveis.

    Também é importante comprar equipamentos em conformidade com as exigências brasileiras.

    O Inmetro informa que extintores são produtos sujeitos à certificação compulsória.

    Onde os extintores devem ficar?

    Imagine que começa um pequeno incêndio e existe um extintor no prédio.

    Parece ótimo.

    O problema é que alguém colocou uma caixa na frente dele. Outra pessoa estacionou um carrinho próximo. Quando o equipamento finalmente é necessário, ninguém consegue retirá-lo rapidamente.

    Por isso, localização e acessibilidade fazem parte da segurança.

    Os equipamentos devem permanecer em pontos adequadamente definidos no projeto de segurança contra incêndio, seguindo a legislação e as normas aplicáveis ao imóvel.

    De maneira geral, alguns cuidados são essenciais:

    • não bloquear o acesso;
    • manter a sinalização visível;
    • não esconder o equipamento atrás de móveis;
    • evitar obstáculos;
    • não utilizar o local para armazenar objetos;
    • manter o equipamento na posição e suporte adequados;
    • verificar periodicamente se continua acessível.

    O número de equipamentos, capacidade, distância de percurso e posicionamento dependem do risco, das características da edificação e das regras aplicáveis no estado.

    Não é recomendável escolher esses pontos apenas pela estética do ambiente.

    Como usar um extintor de incêndio corretamente?

    O extintor é destinado ao combate inicial e somente deve ser utilizado quando houver condições seguras.

    O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas recomenda primeiro identificar a classe do incêndio e confirmar que o extintor disponível é adequado. Também orienta verificar aspectos como carga, manômetro quando existente, lacre e possíveis danos.

    O procedimento específico deve seguir as instruções presentes no próprio equipamento e o treinamento recebido.

    De forma geral, o processo envolve:

    1. identificar o material que está queimando;
    2. verificar se o extintor é compatível;
    3. manter uma rota segura para afastamento;
    4. retirar a trava ou pino de segurança conforme o modelo;
    5. posicionar o equipamento conforme as instruções;
    6. direcionar o agente para a região adequada do fogo;
    7. acionar o extintor;
    8. movimentar o jato conforme necessário e conforme o tipo de equipamento.

    Existe uma regra ainda mais importante: não arrisque a vida tentando salvar objetos ou controlar um incêndio que já saiu da fase inicial.

    Se houver muita fumaça, crescimento rápido das chamas, risco de explosão, dificuldade para identificar o material ou ausência de uma rota segura de saída, a prioridade é abandonar o local de maneira segura e acionar os serviços de emergência.

    Como saber se o extintor está em boas condições?

    Ter um extintor instalado não significa automaticamente estar protegido.

    O equipamento precisa passar por verificações e manutenções adequadas.

    Uma inspeção visual pode identificar problemas aparentes.

    Observe pontos como:

    • lacre;
    • pino de segurança;
    • mangueira;
    • recipiente;
    • corrosão;
    • sinais de vazamento;
    • manômetro quando existente;
    • identificação;
    • etiqueta de manutenção;
    • obstruções;
    • danos físicos.

    O IbametroInmetro orienta consumidores a observarem elementos como o Selo de Identificação da Conformidade, o anel de identificação externa de manutenção, a etiqueta de manutenção e o quadro de instruções do equipamento.

    Caso exista qualquer suspeita de problema, procure uma empresa registrada e habilitada como a Hiper Fire Extintores para realizar o serviço adequado.

    Extintor de incêndio tem validade?

    Essa é uma dúvida bastante comum.

    É importante diferenciar validade de componentes, garantia, prazo de manutenção, inspeções e vida útil do recipiente.

    Não existe uma regra simples do tipo “todo extintor vence depois de X anos” aplicável igualmente a qualquer equipamento e situação.

    As informações presentes no próprio extintor e os requisitos técnicos precisam ser observados.

    O Ministério do Trabalho informa que a antiga NR-23 chegou a possuir uma previsão específica relacionada ao prazo de validade do corpo do extintor. Esse item foi posteriormente revogado diante da existência de norma técnica para ensaio hidrostático.

    Por isso, o correto é acompanhar as identificações do equipamento e realizar inspeções e manutenções nos períodos exigidos.

    Também não espere o dia de uma fiscalização para verificar todos os extintores.

    Segurança contra incêndio precisa fazer parte da rotina preventiva do estabelecimento.

    Quais são os erros mais comuns envolvendo extintores?

    Muitos problemas aparecem não pela ausência do equipamento, mas pelo uso ou conservação inadequados.

    Entre os erros que merecem atenção estão:

    • utilizar água em equipamento elétrico energizado;
    • deixar o extintor escondido;
    • bloquear o acesso com móveis ou mercadorias;
    • ignorar sinais de corrosão;
    • não acompanhar as manutenções;
    • retirar o equipamento do suporte sem necessidade;
    • utilizar um extintor incompatível com a classe do fogo;
    • comprar equipamentos sem verificar sua conformidade;
    • permitir que pessoas sem orientação tentem combater incêndios grandes;
    • deixar de sinalizar corretamente a localização;
    • não substituir ou encaminhar para manutenção um equipamento depois de utilizado.

    Outro erro é acreditar que basta possuir um extintor ABC para eliminar qualquer risco.

    Apesar de bastante versátil, ele não é indicado para absolutamente todas as situações. Incêndios classe D, por exemplo, exigem agentes específicos.

    O que fazer depois de usar um extintor?

    Mesmo que tenha sido utilizado durante poucos segundos, o extintor não deve simplesmente voltar para o suporte como se nada tivesse acontecido.

    Depois do acionamento, o equipamento precisa ser encaminhado para avaliação e manutenção conforme os procedimentos aplicáveis.

    Também é necessário investigar a causa do princípio de incêndio.

    Se o problema começou em uma instalação elétrica, por exemplo, apagar as chamas resolve apenas a emergência imediata. A instalação ainda precisará ser avaliada antes de voltar ao funcionamento normal.

    Dependendo da situação, pode ser necessário:

    • isolar a área;
    • desligar a energia;
    • solicitar avaliação técnica;
    • substituir equipamentos danificados;
    • encaminhar o extintor para serviço especializado;
    • registrar a ocorrência;
    • revisar procedimentos de prevenção.

    A mesma lógica vale para empresas.

    Um princípio de incêndio pode revelar falhas na instalação elétrica, armazenamento incorreto de materiais inflamáveis, problemas em equipamentos ou ausência de treinamento.

    O objetivo não deve ser apenas combater as chamas, mas evitar que o mesmo problema aconteça novamente.

    Dicas importantes para aumentar a segurança contra incêndios

    Extintores são fundamentais, mas representam apenas uma parte da proteção.

    A NR-23 também estabelece requisitos relacionados à informação dos trabalhadores e às saídas de emergência. Os trabalhadores devem receber informações sobre utilização dos equipamentos de combate a incêndio, procedimentos de resposta e dispositivos de alarme existentes no ambiente.

    Uma boa estratégia preventiva envolve cuidados simples e constantes:

    • mantenha rotas de fuga desobstruídas;
    • conheça as saídas de emergência;
    • não bloqueie extintores;
    • verifique periodicamente os equipamentos;
    • mantenha instalações elétricas em boas condições;
    • evite improvisações elétricas;
    • armazene produtos inflamáveis corretamente;
    • mantenha a sinalização visível;
    • ofereça treinamento adequado aos responsáveis;
    • cumpra as exigências do Corpo de Bombeiros;
    • contrate empresas habilitadas para manutenção;
    • nunca improvise um agente extintor para um incêndio desconhecido.

    Também vale lembrar que regras de prevenção contra incêndio podem variar entre os estados. Empresas, condomínios e responsáveis por edificações devem verificar as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros responsável pela região e manter a documentação exigida atualizada.

    O extintor costuma permanecer meses ou anos praticamente despercebido em uma parede. No momento em que surge uma emergência, porém, aqueles poucos segundos necessários para localizar o equipamento correto e utilizá-lo adequadamente podem fazer uma enorme diferença.

    Conhecer as classes de incêndio, manter os equipamentos acessíveis e realizar as verificações necessárias transforma o extintor de um simples item obrigatório em uma ferramenta realmente útil para proteger pessoas e patrimônio.

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